Uma professora da Escola de Educação Básica Maria do Carmo de Souza, no bairro Pachecos, em Palhoça, viveu momentos de terror após ser agredida pela mãe de um aluno. O episódio aconteceu na última sexta-feira, 22 de agosto, logo após o fim do turno escolar.
De acordo com a ocorrência registrada, a educadora caminhava para casa acompanhada de uma colega quando foi surpreendida em uma rua sem saída. A mãe do estudante a aguardava e iniciou as agressões. A professora contou que foi empurrada e hostilizada, enquanto a colega tentou intervir para protegê-la.
A situação teve início dias antes, quando a docente pediu ao aluno do 2º ano que tivesse mais cuidado com seus materiais escolares. Segundo ela, a criança vinha perdendo e esquecendo itens com frequência. Após esse pedido, a direção da escola relatou que recebeu reclamações da mãe, que acusava a professora de hostilizar o estudante. A educadora, no entanto, afirmou que nunca havia sequer conversado com a responsável pelo menino antes da agressão.
Desde o ocorrido, a professora não sai de casa por medo, já que descobriu que a família do aluno mora próxima à sua residência. Ela também relatou noites sem dormir e um sentimento constante de insegurança. Atendimentos médicos e acompanhamento psiquiátrico já foram iniciados, e uma medida protetiva de urgência foi solicitada e confirmada pelo Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (Nepre), ligado à Secretaria de Estado da Educação (SED).
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC) acompanha o caso e prestou apoio jurídico e psicológico à docente. A entidade também organiza um ato nesta quinta-feira, 28 de agosto, em frente à escola no bairro Pachecos, marcado para as 10h, como forma de protesto contra a violência nas instituições de ensino.
Este não é o primeiro episódio de agressão na escola. No mês anterior, outro professor também foi vítima de violência. O Sindicato reforça que essas situações trazem impactos diretos não apenas aos profissionais, mas a toda a comunidade escolar.
A Secretaria da Educação, em nota, repudiou o ocorrido e informou que a equipe multiprofissional do Nepre acompanha todos os envolvidos. A pasta destacou que o caso aconteceu fora do ambiente escolar, mas garantiu atenção especial ao atendimento.
A professora, que atua há 16 anos na educação, desabafou que nunca havia enfrentado algo parecido em sua carreira. Agora, busca recuperar a tranquilidade para seguir em frente, enquanto o caso segue em investigação.
O portal Agora Floripa segue acompanhando os desdobramentos.
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