Santa Catarina vive um momento de protagonismo no cenário nacional quando o assunto é indústria náutica. O estado concentra 74% da produção de embarcações de esporte e lazer exportadas pelo Brasil, resultado que consolida sua participação na chamada Economia Azul, um conceito que envolve atividades ligadas ao mar, como pesca, turismo, logística e transporte.
Os números mostram o avanço expressivo do setor: entre 2019 e 2023, a geração de empregos cresceu 195%, impulsionada por estaleiros, prestadores de serviços e pequenos negócios que formam uma cadeia robusta em todo o litoral catarinense. Só nos 531 quilômetros de costa, são mais de 60 mil micro e pequenas empresas atuando em áreas como manufatura, serviços, transporte, comércio, pesca e aquicultura.
Programas de incentivo fiscal do Governo do Estado também têm papel fundamental nesse crescimento. Entre eles, o Pro-Náutica, que reduziu o ICMS de 25% para 12%, além do Prodec e do Pró-Emprego, que ampliaram as condições para investimentos no setor. Essas medidas ajudaram a consolidar Santa Catarina como referência não apenas na construção de barcos de passeio, mas também em navios, plataformas e até embarcações militares.
O secretário de Indústria, Comércio e Serviços destacou que, em dez anos, a economia náutica do estado — somando indústria e manutenção — cresceu 110%. Já a Secretaria de Articulação Internacional reforça que a vocação marítima catarinense, que começou na pesca e hoje se expande com a construção naval, tem pontos de destaque em polos como Grande Florianópolis, Itajaí e Joinville.
Esse movimento também foi impulsionado pela chegada de empresas estrangeiras, atraídas pelo ambiente de negócios favorável e pela mão de obra altamente qualificada. Grandes estaleiros instalados no estado passaram a atender mercados internos e externos, fortalecendo as exportações e ampliando a competitividade internacional.
Além disso, o Governo do Estado tem levado a Economia Azul às apresentações feitas em eventos internacionais, como o SC Day, que reúne investidores, exportadores e representantes da iniciativa privada. Nessas ocasiões, a indústria náutica catarinense ganha visibilidade e abre portas para novos contratos e parcerias no exterior.
A expectativa é de que o setor continue crescendo nos próximos anos, não apenas na produção de embarcações, mas também na integração com o turismo e com outras áreas estratégicas da economia. Para a Grande Florianópolis e demais regiões litorâneas, isso significa mais oportunidades, geração de renda e a consolidação de um modelo econômico sustentável que coloca Santa Catarina como referência mundial.
O portal Agora Floripa segue acompanhando os desdobramentos e projeções desse setor que já é um dos mais promissores do estado.


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