Na comparação entre principais cidades da Grande Florianópolis, Biguaçu apresenta o menor desempenho sob diversos indicadores populacionais e econômicos, apesar de experimentar crescimento nos últimos anos.
População e Crescimento
Em 2025, Florianópolis lidera com aproximadamente 587.486 habitantes, tendo crescido 1,9% em um ano. São José segue com cerca de 289.949 moradores, enquanto Palhoça chega a 253.469 habitantes. Biguaçu, por sua vez, conta com apenas cerca de 82.028 habitantes. Esse indicador pode revelar muitas facetas sociais e econômicas, visto que embora a cidade tenha experimentado um leve melhora ainda por muitos é considerada “cidade dormitório”.
Desenvolvimento Econômico
Os números econômicos revelam com clareza a posição de Biguaçu no cenário da Grande Florianópolis. Enquanto Palhoça registra PIB per capita anual de aproximadamente R$ 37,9 mil por habitante e São José atinge R$ 45,9 mil, Florianópolis lidera como a capital mais rica do Brasil em renda média per capita, com R$ 4.215,00 mensais — valor que reforça seu peso econômico na região.
Biguaçu, por sua vez, aparece com PIB per capita de R$ 34,5 mil, abaixo tanto da média estadual (R$ 58,4 mil) quanto da média metropolitana (R$ 47 mil). Ou seja, apesar de registrar crescimento populacional, o município ainda não conseguiu transformar esse avanço em desenvolvimento econômico capaz de acompanhar os vizinhos.
Para mudar esse quadro e aproveitar seu potencial estratégico, Biguaçu precisa alinhar uma série de medidas:
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Atração de investimentos: criar políticas que incentivem a instalação de empresas, especialmente nos setores de serviços, tecnologia e indústria leve, que já se consolidam em cidades vizinhas.
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Infraestrutura e mobilidade: melhorar a integração viária e o transporte coletivo, reduzindo gargalos da BR-101 e garantindo maior conexão com Florianópolis, São José e Palhoça.
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Capacitação e inovação: investir em educação técnica e superior, além de programas de inovação, para reter talentos locais e atrair novas oportunidades de emprego.
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Gestão eficiente de recursos: ampliar a transparência na administração pública e direcionar recursos para áreas estratégicas de desenvolvimento.
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Turismo e identidade local: valorizar o patrimônio histórico e natural da cidade, transformando-os em atrativos econômicos que possam diversificar a base de receitas.
Potencial e Realidade
Embora Biguaçu tenha crescido — sua população aumentou 17,2% nos últimos cinco anos e 125,4% em três décadas —, esses números ainda são modestos em relação às demais cidades. O município mantém um PIB de aproximadamente R$ 2,7 bilhões, distante dos níveis de São José e, especialmente, da capital.
Portanto, apesar dos sinais positivos de crescimento e empreendedorismo, as estatísticas revelam que Biguaçu permanece atrás, com indicadores mais modestos de densidade populacional, renda e escala econômica. Uma cidade com potencial latente, mas ainda enfrentando desafios para acompanhar seus vizinhos mais desenvolvidos.

O que falta para Biguaçu voar
Biguaçu já demonstrou capacidade de crescer acima da média populacional, mas os dados deixam claro: o município ainda não conseguiu transformar esse avanço em desenvolvimento econômico consistente. Para mudar esse cenário, é preciso planejamento estratégico.
Infraestrutura e mobilidade
A cidade precisa investir em infraestrutura que conecte melhor seus bairros e, sobretudo, que a integre de forma mais eficiente ao eixo Florianópolis–São José–Palhoça.
Educação e qualificação
Outro pilar é a capacitação profissional. Apesar de contar com mão de obra jovem, Biguaçu ainda carece de centros de formação técnica e superior capazes de reter talentos e atrair novos investimentos. O fortalecimento de parcerias com universidades e escolas técnicas da região seria um passo decisivo.
Toque de midas – Atração de empresas
Com PIB per capita abaixo das demais cidades da Grande Florianópolis o município precisa criar incentivos para atrair empresas, principalmente nos setores de tecnologia, serviços e indústria leve. A proximidade com Florianópolis é uma vantagem competitiva que ainda não foi explorada em toda a sua dimensão. Embora o espaço físico territorial seja significativos empresas optam por investir nas cidades vizinhas demonstrando que a gestão pública falha nas políticas desenvolvidas.
Gestão eficiente dos recursos
Os dados mostram que Biguaçu movimenta cerca de R$ 2,7 bilhões em seu PIB, mas ainda está longe de converter esse potencial em desenvolvimento visível para a população. Transparência na aplicação dos recursos, além de projetos focados em inovação e sustentabilidade, são fundamentais para dar confiança a investidores e acelerar o progresso.
Valorização do turismo e da cultura local
A cidade também pode explorar mais o turismo, aproveitando sua história, belezas naturais e localização estratégica na Grande Florianópolis. Investir em roteiros culturais e em infraestrutura turística ajudaria a colocar Biguaçu no mapa de visitantes que hoje se concentram quase exclusivamente em Florianópolis e Palhoça.
Biguaçu tem potencial, mas para voar mais alto precisa alinhar infraestrutura, educação, inovação e turismo. Só assim poderá transformar seu crescimento populacional em desenvolvimento econômico sólido, reduzindo a distância em relação aos municípios vizinhos.
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