Um vídeo gravado no Morro da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, viralizou nas redes sociais e trouxe à tona a história de superação de Samuel da Luz Stumpf, mais conhecido como Samuca. Aos 32 anos, o atleta é cego desde os 23, quando perdeu totalmente a visão em função da retinose pigmentar, uma doença genética que provoca degeneração progressiva da retina.
Longe de desistir do esporte, Samuca criou um método próprio para pedalar: o chamado “pedal sincero”, que consiste em pilotar sua bicicleta de forma independente, guiado por sons, estímulos táteis e o contato físico com um ciclista ao lado. Assim, ele consegue manter o ritmo e a direção mesmo sem enxergar. A técnica vem sendo aprimorada há quase uma década e já se tornou sua marca registrada.
A descida no Morro da Lagoa foi especial porque reuniu três elementos que fazem parte da vida do atleta: a adrenalina do desafio, a conexão com a natureza e a sensação de liberdade que a bicicleta proporciona. A cena, que rapidamente se espalhou pela internet, emocionou moradores e seguidores ao redor do Brasil.
Samuca é hoje multiatleta, palestrante TEDx e referência em inclusão. Por meio de suas redes sociais e do projeto Toca Samuca, compartilha reflexões sobre coragem, presença e motivação, sempre reforçando que “barreiras podem ser transformadas em caminhos”.
Atualmente, ele se prepara para o maior desafio da carreira: em 2026, pretende se tornar o primeiro cego do mundo a completar um Ironman pilotando a própria bike speed, algo inédito na história da competição.
Natural de Santa Catarina, Samuca soma milhares de seguidores e é reconhecido por transformar sua trajetória em inspiração para outras pessoas. Sua descida no Morro da Lagoa da Conceição é mais do que um feito esportivo: é um retrato da revolução que ele chama de “Revolução do Possível”.
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