A Prefeitura de Florianópolis informou que, somente em 2025, mais de 350 pessoas em situação de rua receberam passagens para retornar às suas cidades de origem. A medida é parte de uma força-tarefa realizada pelo Centro Pop e pela Passarela da Cidadania, com apoio da assistência social.
O levantamento feito pelo aplicativo Acolher, usado para cadastrar pessoas durante abordagens sociais, revela que mais de 70% das pessoas em situação de rua na capital catarinense não são naturais de Florianópolis. O sistema reúne dados como cidade de origem, tempo de permanência e situação social, facilitando o direcionamento das ações.
De acordo com a Prefeitura, o retorno às cidades acontece após contato com familiares ou redes de apoio que possam oferecer suporte. Além das passagens, a gestão municipal mantém um conjunto de iniciativas que incluem operações diárias da Guarda Municipal, abordagens da assistência social e programas de capacitação na Passarela da Cidadania.

Outro ponto destacado é o trabalho integrado de segurança pública. Mais de 70 pessoas com mandados de prisão em aberto foram identificadas e encaminhadas à delegacia em 2025, muitas delas vivendo nas ruas da capital.
Para as próximas semanas, a Prefeitura anunciou que irá intensificar internações involuntárias, por meio da compra de vagas em clínicas particulares. A proposta prevê que os acolhidos permaneçam nos locais por pelo menos 90 dias, recebendo acompanhamento especializado.
Com números que mostram a maioria das pessoas em situação de rua sendo de fora da cidade, a Prefeitura afirma que as ações têm como objetivo organizar e ampliar o atendimento, garantindo tanto apoio social quanto segurança.
O portal Agora Floripa segue apurando os próximos passos da gestão municipal e o impacto das medidas no cenário da capital.
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