Santa Catarina confirmou a adesão ao Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), plataforma criada pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública para acelerar a busca e localização de pessoas em todo o país. O anúncio foi feito em Brasília, durante encontro com representantes da Segurança Pública de todos os estados e do Distrito Federal.
O CNPD reúne de forma unificada as informações de desaparecidos e localizados, permitindo o cruzamento de dados entre diferentes estados. Atualmente, o sistema já conta com mais de 86 mil registros de desaparecimentos ativos e 28 mil pessoas localizadas. A ferramenta é integrada automaticamente aos boletins de ocorrência e possibilita que qualquer cidadão colabore enviando informações por e-mail ou WhatsApp.
Na prática, a plataforma disponibiliza um painel público com fotos, dados básicos e informações georreferenciadas, que podem ser compartilhadas facilmente nas redes sociais. Além disso, existe uma interface exclusiva para profissionais da segurança pública, reunindo detalhes de investigações e conectando casos em diferentes regiões do Brasil.
Santa Catarina chega ao CNPD com números expressivos. Segundo dados oficiais, o estado é o terceiro do país em quantidade de desaparecimentos, mas também lidera no índice de pessoas localizadas. Em 2024, foram 3.402 registros de desaparecimentos, com 2.823 casos solucionados — um índice de 83% de localização, bem acima da média nacional de 64%.
Esse desempenho é resultado de iniciativas pioneiras. A Polícia Civil de SC foi a primeira do Brasil a adotar o Procedimento Policial Eletrônico (PPe), sistema totalmente digital que também agiliza o registro de ocorrências. A Polícia Militar mantém o SOS Desaparecidos, único setor especializado do tipo em uma corporação militar do país. Já a Polícia Científica atua na coleta voluntária de material genético de familiares para inclusão em bancos de dados, reforçando a precisão nas identificações.
Com a adesão ao CNPD, Santa Catarina se junta a outros 14 estados que já assumiram o compromisso de integrar informações ao sistema, somando-se a 12 unidades federativas que já estão ativas na plataforma.
Para famílias que enfrentam o drama do desaparecimento, o cadastro representa uma esperança a mais. O portal Agora Floripa segue acompanhando a implementação em território catarinense e trará atualizações sobre os próximos passos.
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